Surto do bicho-de-pé afeta população da Lagoa Mundaú

Scarlett Duarte

Os moradores da comunidade Sururu de Capote, na orla laguna em Maceió, sofrem há muito tempo com problemas de saneamento básico. Nas últimas semanas à população vem denunciando, inclusive pelas redes sociais, uma epidemia de bicho-de-pé que vem afetando principalmente as crianças.

A orla lagunar de Maceió, embora seja a mais bonita dentre as existentes nas capitais do país, é esquecida pela prefeitura, deixando os moradores abandonados em uma situação de miserabilidade.

Após a exploração do caso, inclusive pela grande mídia, pessoas se comoveram com a situação e vem realizando doações aos moradores do local. Neste domingo (29), um grupo de estudantes e professores universitários foram conhecer de perto a situação.

De acordo com o professor Magno Francisco, a situação é vivenciada pelos moradores é uma situação que reflete uma realidade de abandono que vivem.

“É uma situação realmente complicada. Toda orla da lagoa está, as suas margens, habitada por pessoas na mesma situação das que vivem na comunidade Sururu de Capote. Esse abandono da prefeitura é porque o local é habitado pelos pobres, porque na parte da orla de Ponta Verde, Pajuçara e Jatiúca, que é onde moram os ricos, a Prefeitura e o Estado tem uma intervenção onde não deixa faltar absolutamente nada.”

A situação dos moradores é gritante e, mesmo  sendo cadastrados no Programa Saúde da Família, eles relatam que nunca ouviram falar de qualquer visita médica no local, e mais: a coleta de lixo não é realizada de forma regular, deixando o lixo acumular por meses.

Estes fatos mostram que o local é propício para a proliferação de doenças e pragas. A população que vive às margens da lagoa é esquecida pelas lideranças políticas do município sendo submetida a uma situação caótica.

Os moradores denunciam que a maior parte da comunidade vivem do sururu, uma atividade exaustiva e de baixo rendimento. Eles catam cerca de quatro latas de sururu numa jornada de 12 horas, e vende cada lata por R$3,00; ou seja, eles ganham apenas R$1,00 por hora de trabalho.

No local funciona uma OnG, chamada Instituto Servir, que realiza pequenas ações na comunidade, mas sem a ajuda do governo e da população não consegue atender as demandas dos moradores.

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