Rolezinho reúne população da periferia para denunciar ‘aparthaid’ na orla de Maceió

Da Redação

A população do profundo de Maceió ocupou na tarde domingo, 18, um espaço considerado nobre  e que – atualmente – vem sendo local de luta contra o ‘aparthaid’ da população empobrecida e do profundo de Maceió, a orla da capital.

Em um rolezinho, a população de Maceió de Dentro denunciou que a repressão das forças

baculejo-coletivo
Crédito: Reprodução

policiais que – atendendo a uma solicitação de moradores e empresários da orla – impedem o acesso dos jovens na orla, principalmente, na região da rua fechada, na orla de Ponta Verde.

As ações das polícias em abordagens, consideradas espetáculo, com grandes paredões são constantes. Na noite de sábado (17), um grupo de jovens foram constrangidos e tiveram um ‘luau’ interrompido após um baculejo coletivo. São constantes as denúncias de abuso e seletividade policial e, inclusive, já foi registrado ‘baculejo’ com 150 jovens da periferia de Maceió.

aparthaid-maceio6A concentração ocorreu no Sete Coqueiros com o grupo Afro Dendê, do bairro do Benedito Bentes, parte alta de Maceió e reuniu diversos setores da esquerda alagoana, além de moradores da periferia, professores, artistas, estudantes e membros de torcidas organizadas.

De acordo com o professor Magno Francisco, o rolezinho, como foi batizado o ato, foi inédito na cidade e que teria contado com uma presença massiva da juventude da periferia.

“O Rolezinho foi inédito em Maceió. Teve presença massiva da juventude periférica. Teve torcedores uniformizados da Comando e da Mancha na maior paz. Teve dança com Everlane Moraes, do coletivo Invasão Piegas. Teve o grupo de percussão Afro Dendê, do conjunto Cidade Sorriso. Teve poesia. Teve o coletivo Afro Caeté. Teve vários movimentos sociais e coletivos culturais.
Definitivamente as elites, a prefeitura e o governo tiveram a resposta que mereciam.
Amanhã vai ser Maceió!
Maceió é do povo!”

O ato, de acordo com a organização, tem o objetivo de discutir o acesso à cidade e a falta de alternativas para a população empobrecida em seus bairros e o seu impedimento em áreas consideradas nobres.

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Segurança Pública

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário de Defesa Social, coronel Lima Júnior, destacou que:

“A polícia cumpre seu papel de forma indiscriminatória. Aborda pobres e ricos e não faz distinção de cor ou raça. O que não pode é algumas pessoas criarem ideias distorcidas para atrapalhar um trabalho que visa apenas combater o que é errado, evitar problemas consequências mais graves. A Segurança Pública continuará primando pelo que é correto e quem anda dentro da lei não vai se incomodar”.

A declaração ocorreu por meio de release dando conta que a polícia teria apreendido drogas com jovens na rua fechada, porém por ser poucas quantidades, os acusados foram liberados.

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