Reitoria do Ifal solicita reintegração de posse dos prédios ocupados à AGU

Railton Da Silva

A ocupação é o extremo (Waldemir Ferreira, Ifal Penedo)

As investidas contra os estudantes que estão em luta contra o golpe na educação brasileira continuam e a reitoria do Instituto Federal de Alagoas vem mostrando que não negocia com os estudantes e solicitou à Advocacia Geral da União a reintegração de posse dos prédios ocupados.

Das 35 ocupações que resistem e lutam contra o retrocesso promovido pelo governo Temer, sete são em prédios do Ifal, que teve o prédio do campus Satuba como a primeira ocupação no Estado. Na ocasião da ocupação – que foi em 10 de outubro – o Ifal já tinha demostrou a face da perseguição ao cortar a alimentação dos estudantes residentes e não residentes, além de promover uma série de perseguição.

De acordo com Matheus Souza, estudantes do Ifal Marechal Deodoro, a solicitação à AGU teria ocorrido no último dia 16 após a reitoria receber o pedido da procuradoria da instituição.

A ação da reitoria que, inclusive, teria lançado uma nota de apoio aos estudantes e contrários ao golpe na educação foi encarada como arbitrária pelo sindicato dos servidores e professores do Ifal.

Para o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, a ação da reitoria tem o objetivo de calar a juventude:

“Os estudantes estão dando um exemplo de luta em todo o seu processo de ocupação das escolas e que incentivou a nós servidores, nós profissional da educação a também sairmos as ruas, a também sairmos na luta e deflagrarmos greve para construir juntos com outras categorias a greve geral”, destacou Brandão.

“A desocupação será o grande instrumento do golpe”, destacou a professora Sandra Lira, da Adufal, durante a plenária de apoio aos estudantes das ocupações de Alagoas realizada no Ifal Maceió – na tarde desta segunda-feira, 21.

Confira o vídeo onde os estudantes das ocupações do Ifal – Maceió, Marechal Deodoro, Satuba e Penedo – e o presidente do Sintietfal fala sobre o pedido de reintegração de posse:

Investidas contra os estudantes

Essa não é a primeira, muito menos a última investida contra os estudantes em mobilização. Em todo o país já são mais de mil ocupações de prédios e em Alagoas os remédios jurídicos vem sendo usados para desmobilizar os ocupante.

No Estado já foram expedidas três sentenças judiciais, duas de reintegração de posse – contra a Escola Estadual Manoel Lúcio e a Câmara de Vereadores de Arapiraca – e uma interdito proibitório que impedi a ocupação das escolas estaduais.

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