População vai às ruas de Santana do Ipanema contra ‘pacote de maldades de Temer’

Railton Da Silva

A população da cidade de Santana do Ipanema – sertão alagoano – foi às ruas nesta quarta-feira, 16, para protestar contra o pacote de maldades que vem sendo implementadas pelo governo Temer, entre elas a Proposta de Emenda Constitucional 55 e a reforma do ensino médio.

A manifestação contou com a presença de trabalhadores da cidade e do  MST, servidores da educação, entre eles Sintietfal e Sinteal, os estudantes da rede federal, estadual e municipal de ensino e as entidades representativas, a Usea e o Levante Popular da Juventude.

Para o vice-presidente da USEA, Peterson Lessa, o ato foi muito importante uma vez que conseguiu unificar várias frentes de luta na cidade. “É muito empolgante ver os estudantes sendo a vanguarda da luta e eles sendo responsáveis por contagiar várias outras classes”, destacou.

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Mobilizações dos estudantes

Na cidade, estão ocupados o prédio do Ifal e Uneal que  – com outras 34 ocupações – fazem frente as investidas contra a educação brasileira. De acordo com Lessa, as ocupações resistem “cada vez mais firmes, enfrentado todas as dificuldades”.

Uma série de investidas vem sendo organizada contra os estudantes que lutam e ocupam os prédios públicos em Alagoas. A última foi um mandado de reintegração de posse expedido por um juiz plantonista e determinava o cumprimento imediato na Câmara de Vereadores de Arapiraca.

Recentemente, uma juíza de primeiro grau acatou um interdito proibitório da Procuradoria Geral do Estado proibindo novas ocupações em prédios da rede estadual de ensino e estabelecendo uma multa diária de R$ 10 mil para ‘qualquer pessoa’ que assim o fizer. Em resposta, um grupo de juristas e estudantes lançaram uma carta em defesa dos estudantes  nas ocupações, confira.

De acordo com Peterson Lessa:

“Nós da USEA repudiamos qualquer tipo de censura. Vale a pena observar que não vemos a justiça punir o governo, quando falta a merenda. Não vemos a justiça se posicionar tão firmemente quando se tem a ausência dos professores nas escolas; agora quando os estudantes se organizam para lutar pelo seus direitos, vem a juíza e faz um verdadeiro ataque ao direito que os secundaristas tem de lutar”.

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