Seção histórica: Consuni da UFAL aprova suspensão do calendário acadêmico dos campi ocupados

Gabriel Santos

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Alagoas  do dia 31 de outubro, foi histórico. Quem diz isto não é somente este que escreve o texto, mas é o que foi dito por diversos conselheiros durante na seção.

A seção foi transmita ao vivo e isto pode parecer pequeno, mas é só lembrarmos que a antiga gestão da reitoria da Ufal proibia qualquer filmagem no espaço do Conselho. A transmissão da seção – ao vivo – foi um importante passo para uma maior democratização dos espaços de debate dentro da instituição.

A importância da seção se intensifica pelos debates travados dentro dela. Todos sabemos que a Universidade não vive numa sociedade isolada. Aquilo que acontece fora da Universidade se reflete dentro dela. Por isto, a atual conjuntura política do País não podia passar despercebida num espaço tão importante como é o Conselho Universitário.

A gestão da reitoria propôs uma moção de repudio a então PEC 241, agora PEC 55. A famosa PEC do Fim do  Mundo, que congela os gastos com serviços públicos por 20 anos. Os técnicos administrativos, que entraram em greve a partir do dia 31, também tiveram uma moção de apoio a greve aprovada.

O ponto auto da seção, foi a discussão acerca da suspensão do calendário acadêmico.

Atualmente são mais de mil escolas ocupadas, assim como também estão na mesma situação mais de 200 IF´s e mais de 100 universidades. A UFAL tem quatro campi ocupados, além de sua reitoria.

Essas ocupações, que a cada dia aumentam em número e em qualidade, são a forma que a juventude encontrou para se mobilizar contra a PEC do Fim do Mundo, contra o governo Temer e contra a retirada de direitos.

No momento que o Conselho Universitário aprova a suspensão do calendário acadêmico, e demonstra apoio ao movimento, deixa claro, por um lado, a força do movimento de Ocupações, que força a última instância da universidade a reconhece-lo como legitimo e aderir suas pautas.  Mostra também, que a atual gestão da reitoria tenta dialogar com os movimentos sociais, rompendo a lógica de criminalização.

Caso se queira realmente derrotar Temer e a PEC 55 é preciso que os movimentos sociais e os defensores dos direitos sociais, unifiquem suas pautas. É preciso que as lutas dos movimentos sejam radicalizadas, que sigam o exemplo do que faz a Juventude, dando total apoio a esta e se somando aos estudantes no campo de batalha.

O maior apoio que a juventude pode receber, é que aqueles que querem derrotar Temer se coloquem na luta, lado a lado, ombro a ombro nas trincheiras que estão por vir.

Tão importante quanto saber quem são nossos inimigos, é saber quem são nossos aliados.

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