Direção de escola em Maceió usa Polícia Militar para impedir e intimidar estudantes em mobilização

Dirigentes da União Secundaristas dos Estudantes de Alagoas foram proibidos de entrar na escola pela Polícia Militar

Railton Da Silva

Os estudantes da Escola Estadual Maria Ivone, em Maceió, tiveram uma baita de uma surpresa no início da manhã desta quarta-feira, 26, ao encontrar quatro viaturas e dois carros da Secretaria de Estado da Educação fazendo a segurança da unidade escolar para impedir qualquer mobilização e intimidar os estudantes.

Os dirigentes da União Secundaristas dos Estudantes de Alagoas foram impedidos de entrar na escola pela diretora da unidade de ensino que acionou os militares, inclusive, com a ameaça de que se fosse preciso usariam à força para impedir qualquer ato ou ocupação.

De acordo com Peterson Lessa, estava marcada uma assembleia para esta manhã onde seria definida uma possível ocupação, uma vez que o grêmio estudantil esta em processo de discussão com os estudantes sobre o golpe na educação brasileira e os riscos da Proposta de Emenda Constitucional 241.

Pelo telefone, Lessa destacou que um diretor da USEA chegou na escola por volta das 7h30 e já teria sido impedido de entrar pela diretoria da escola e que logo depois chegou as viaturas e os carros da SEE.

“Logo após cheguei com um colchonete, normal nós somos estudantes e estamos em luta, mas estávamos ali para discutir a PEC 241, como víamos fazendo desde o início da semana quando fomos procurados pelo Grêmio Estudantil e desde então estamos discutindo, a exemplo, com os representantes de turma e foi aprovado o indicativo de ocupação, porém precisávamos passar pela assembleia. Assim fizemos uma ontem, e outra estava programada para esta manhã, mas infelizmente a direção da escola usou a polícia para nos impedir”, destacou.

Ainda de acordo com ele:

“A direção da escola, uma professora que não é nem de lá foi mandada pela Secretaria de Educação, o nome dela é Juliana, ficou ameaçando a direção do grêmio, dizendo que ia destituir quem participasse da assembleia; segurou ainda os estudantes até meio dia, o horário que eles largam. Ela disse ainda que é contra a PEC 241, mas que não haveria ocupação na escola dela, tipo desacreditando os estudantes. O Sinteal ainda esteve lá, mas asseguraram que a entrada não seria possível”.

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Tentamos contato com a direção da escola e com a SEE, mas sem sucesso.

A assessoria da Secretaria de Segurança Pública emitiu uma nota, confira:

As viaturas foram ao local porque, segundo a diretora, alunos da UFAL estavam querendo obrigar a escola a suspender as aulas e ela estava temendo tumulto. Foram, inclusive, viaturas do Batalhão Escolar. Os alunos espalharam colchões do lado de fora da escola e estão la na mobilização que está sendo respeitada. As guarnições não estão mais lá. Mas poderão voltar, caso haja nova solicitação com o propósito de evitar confusões“.

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