N’Agulha: Evento cultural reúne artistas e artes do profundo de Maceió

Jean Albuquerque

Há quem reclame que não existam opções além do circuito de apresentações em bares e nas já conhecidas casas de shows em Maceió. Sair do comum e oferecer cultura dentro da periferia é um das missões do N´Agulha, evento cultural organizado pelo coletivo, Nois Q Faiz.

A empreitada prova que ainda existe na cidade espaço para a cultura da periferia. A festa vai para a 10º edição e acontece trimestralmente no Quintal Cultural, no bairro do Bom Parto. O N´Agulha em quase dois anos já recebeu mais de 30 apresentações entre grupos de rap, Mc´s, coletivos de rua e dança, além de exposições, mutirão de pintura e a participação de artistas e agitadores culturais de outras cidades.

Para os próximos eventos, o público pode esperar uma aproximação maior com o cenário local. Já está em pauta as edições: Sound System; trazendo grupos e músicos ligados a música jamaicana, a edição voltada para as mc´s e grupos formado por mulheres, a edição com a participação de grupos que unem vários mc´s e se transformam em pequenos coletivos de rappers, tento como objetivos e influências em comum, além da edição especial de aniversário que já está com a data marcada para acontecer em dezembro.

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Segundo o agitador cultural e um dos integrantes do Noiz Q Faiz, Luiz Bzg, a escolha do local para receber o evento aconteceu naturalmente já que o Quintal se apresenta como um dos principais espaços de difusão da movimentação sócio-político e cultural na cidade. ‘Não por acaso é parceiro de vários grupos e coletivos que agitam ações em torno da cultura alternativa na cidade’.

“Participam assim do N’Agulha grupos de rap de outras cidades do Estado, grupos de rap feminino, artistas ligados ao graffiti, pixação entre outros tipos de arte de rua. O break traz a dança desde o início das atividades e a festa ainda estimula espaços como a batalha Marginal Samurai, um duelo de mc’s estilo livre que criam uma aproximação através de uma disputa descontraída das melhores rimas e o Palco Aberto, dando oportunidade para que músicos iniciantes ou até mesmo mc’s já ativos possam expor seus trabalhos de uma forma mais solta e experimental”, explica Bgz.

De acordo com Diego Verdino, um dos organizadores do evento, a batalha de mc´s possibilita a visibilidade e o destaque para os rappers. “Eu puxo a parte da batalha que serve como vitrine para a galera, surge como nicho, onde o cara pode expressar e tem o espaço para falar o que quiser. Quem se destaca ganha visibilidade e é algo natural. É importante manter o evento ativo porque fomenta a cultura de rua, serve como lugar para trocar ideia, experiências, vivencias”, destaca.

O evento também consegue se firmar e oferecer um canal de comunicação entre os jovens de diversos bairros de Maceió e algumas cidades do interior quando se apresenta como uma proposta livre, buscando quebrar bairreiras, estereótipos e qualquer tipo de discriminação, sendo ela racial ou sexual.

“É uma festa com caráter político, que mantém seu propósito em mostrar que a diversão também pode e deve ser informativa”, concluiu o agitador Luiz Bgz.

Imagem em destaque: QUINZE

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