TCU é ocupado e ministro recebe reinvindicações de sem terra; ‘A situação do trabalhador não esta nada fácil’

Railton Da Silva

A sede do Tribunal de Contas da União, em Maceió, foi ocupada na manhã desta segunda-feira, 05, por mais de duas  mil pessoas acampadas e assentadas em áreas de Reforma Agrária de Alagoas que estão em marcha em defesa da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar.O prédio teve as suas instalações ocupadas o que levou o secretário do ministério em Alagoas receber os trabalhadores.

A ocupação do prédio se deu após a situação das famílias assentadas no Estado – segundo José Roberto, do MST – terem se tornado um “inferno, esse pacote de maldades veio sem aviso após a determinação do TCU para o Incra.

“A gente não pode mais comprar nada, não podemos nem participar na distribuição de alimentos para as escolas das nossas cidades, depois que o TCU fez isso só passamos aperreio no campo”, destacou uma trabalhadora rural assentada pela Via do Trabalho.

De acordo com Zé Roberto, o bloqueio da destinação de recursos federais para a Reforma Agrária, inclusive em Alagoas, foi determinado pelo TCU sem comunicação aos trabalhadores. “Por essa razão não viemos falar nada, apenas viemos ouvir o que o TCU tem a nos dizer”, destacou.

As dependências do prédio foi ocupada após as trabalhadoras e trabalhadores de vários movimentos sociais sem terra (MST, MLST, CPT, MTL, Via do Trabalho, MUPT, Terra Livre, MLT) marcharem da Praça Visconde do Sinimbú, no Centro de Maceió, até a sede do TCU no bairro do Farol e depois retornando para a Praça.

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“Não é uma ação contra a gestão, mas uma ação contra o TCU que determinou que a Reforma Agrária parasse e essa medida atingiu os mais pobres. São os empobrecidos que mais sofrem com essa ação”, relatou Carlos Lima, da CPT.

Josival Oliveira, do MLST, tenta entender quais os motivos que levou o relator do TCU a determinar o bloqueio e “isso gera um descontentamento daquele trabalhador que teve seus contratos suspensos após essa determinação, o que ele vai fazer com a sua produção que tinha que ser escoada para a alimentação escolar, mas fica travada”.

De acordo com o secretário do TCU, Claudivan da Silva Costa, a decisão do TCU foi cautelar e que ela é até que se avalie e discuta o mérito e que “o Incra também teve a sua parcela de culpa em não contribuir com as informações necessárias a serem repassadas”.

Ele se comprometeu em enviar ao ministro relator do processo um relatório detalhando a situação e que na próxima semana os dirigentes o procurasse para detalhar o andamento do processo.

“É uma decisão injusta do TCU, aqui é confortável e os trabalhadores não teriam pressa de sair deste prédio”, destacou Zé Roberto ao final da reunião.

 

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