Medo: População denúncia truculência durante operações na favela

Da Redação

As pessoas que moram na periferia de Maceió estão com medo. Possíveis truculência e abuso de autoridade foram denunciados nesta sexta-feira, 02, durante um protesto dos moradores da Grota do Rafael após uma operação da Polícia Militar que resultou na morte de três e um baleado na madrugada.

Os moradores fecharam com materiais inflamáveis e fogo os dois sentidos da Avenida Pastor Eurico Calheiros, em um dos acessos à grota. À imprensa o BPE limitou à manifestação as mortes e o ferido, em um suposto confronto com a polícia. O Centro de Gerenciamento de Crises da PM esteve no local para negociar com a população e as chamas foram debeladas pelo Corpo de Bombeiros Militar.

“Meu filho, a gente que tem filho fica com o coração na mão e rezando para que nada de mal aconteça a ele, porque só Jesus, quando tem operação a gente não dorme e fica só rezando, é tanto tiro que só Jesus”, desabafou uma mãe e moradora da grota.

Em entrevista ao Grito na Luta, a moradora – que não quis se identificar com medo de retaliações – chegou a assegurar que não esteve no protesto, mas há muita violência e o que se ouvi durante as operações são “só gritos e sons que percebemos que tem algo de errado, porta sendo colocada para dentro e coisas que só Deus do céu, pela mor de Deus não diz o meu nome, tenho muito medo, não só eu, mas todos lá”, destacou.

“Por essa razão, meu filho, é que foi fechada a pista hoje a tarde. A gente não queria, mas já vivemos tudo doente com problemas de nervos e só de ouvir o som das botinas na grota ficamos passando daquele jeito; ao invés deles trazerem segurança estão nos trazendo medo, que eles façam o trabalho deles, sem mortes, pois essas mortes não vai trazer o policial de volta, guerra só gera guerra e meu coração não aguenta mais meu filho”, desabafou.

Operação

O protesto dos moradores da Grota do Rafael ocorreu após uma operação que resultou na morte de três e um baleado que foi socorrido para o Hospital Geral do Estado. O atentado foi registrado durante uma suposta resistência e que os militares teriam sido recebidos à bala.

Os militares estavam a procura do acusado de matar durante a madrugada o sargento Marcus Antonio Cabral da Silva, 57 anos, morto em atividade próximo a Delegacia do 9º Distrito Policial, no bairro do Jacintinho. Ele realizava uma abordagem quando foi atingido por um disparo de arma de fogo. O algoz e mais três pessoas teriam foragido para a Grota do Rafael, que momentos depois foi invadida pela polícia.

Durante o velório do militar, o secretário de Segurança Pública Lima Júnior destacou que a polícia dará a resposta que a sociedade espera.

 

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