Fora Temer: Maceió dá recado a governo golpista

Railton Da Silva

Os gritos de ‘Fora Temer’ e ‘Não ao Golpe’ ecoaram pelas ruas do Centro de Maceió nesta quinta-feira, dia 1º. Um dia após o golpe parlamentar a capital das Alagoas teve um ato no Centro da cidade que teve suas principais ruas marcadas com as manifestações de pessoas que não aceitam a decisão do Senado Federal em afastar a presidente eleita pelo voto popular.

O ato foi convocado pelas redes sociais e reuniu pessoas de várias frentes de luta e teve início na Praça dos Martírios. Na concentração houve oficinas de confecção de cartazes que denunciavam o golpe parlamentar – deste 31 de agosto de 2016 – e pedia Fora Temer percorrendo as principais vias do centro da cidade.

A mobilização partiu de um grupo de mulheres que – de acordo com a organizadora da página de convocatória para o ato, Duda Brito – “precisávamos urgentemente ir para as ruas denunciar o golpe”.

“O primeiro ato foi um esquente para o que há de vir, os jovens foram as ruas de Maceió em menos de 12 horas para gritar que não estamos satisfeitos com essa situação. Vai ter luta!”, destacou Brito.

Outro grupo também já vinha se organizando em atos próximos ao Iphan, no bairro do Jaraguá, desde a abertura do processo de golpe. De acordo com Anderson Oliveira, um dos militantes, com a consolidação do golpe que se deu com o afastamento de uma presidente eleita as pessoas foram se convidando pelas redes sociais com o objetivo de continuar com as mobilizações´.

Ainda de acordo com Oliveira, o golpe é parlamentar e que ele “é sim parecido com o de 1964. A diferença é só que não tem intervenção militar. Mas continua com os mesmos civis da época. A classe burguesa sempre a frente. Presidente eleito democraticamente sendo afastado, militares invadindo o cenário”.

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 Ainda de acordo com ele, Dilma não cometeu crime, mas “falhas claras em seu governo que mereciam sim serem discutidas. A luta não é a favor do PT. É apenas em nome da história, tentando localizar uma democracia perdida”.

Esta programada para esta sexta-feira, 02, uma reunião onde serão decididos os próximos atos. “Não vamos deixar o governo ilegítimo em paz é esse o recado dos jovens”, ressaltou Brito.

O militante Magno Francisco fala sobre os riscos do golpe burguês a classe trabalhadora. Confira no vídeo:

Imagem destacada: Ávila Menezes‎

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