Polícia faz baculejo coletivo em pessoas com tatuagem e vestindo roupas de torcida organizadas na orla de Maceió: ‘a presença da periferia incomoda a elite’

“O baculejo só é dado se tiver cheio de preto”, desabafa a moradora e artista da periferia de Maceió, Tatá Ribeiro

Railton Da Silva

O último domingo (28) foi de repressão contra a população empobrecida moradores da periferia de Maceió que estavam no local mais caro da capital e onde moram as pessoas de maior concentração de renda do Estado, a orla. Na ocasião, pelo menos 150 pessoas, entre jovens e adultos, foram abordados de uma só vez.

O Alagoinhas, conhecido principalmente por ser um local onde aos domingos a principal avenida é fechada para que quem mora nos prédios possam utilizam para que seus filhos possam brincar. E quando os moradores da periferia ocupa esses espaços?

“Estava pegando um sol em frente o mar. Estava com uma viola tentando movimentar uma roda como sempre faço. O Alagoinhas estava cheio de gente cada um na sua galera quando o helicóptero sobrevoou sobre a gente, já na tentativa de expulsar todo mundo. Depois eles voltaram,  tinha um grupo de meninos pretos mesmo com chapéu de marca.

O policial que estava helicóptero fica com o corpo meio para fora, ele simplesmente pegou aquela arma grande e ficou apontado;  eu pensei que ele fosse atirar porque ficou bem real,  depois ele fez a volta e embaixo já surgiu várias guarnições”, destacou Tatá Ribeiro, moradora e artista da periferia de Maceió.

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Tatá Ribeiro. Crédito: Reprodução

De acordo com ela, essa não é a primeira vez que passa por ‘baculejo’, principalmente na orla, mas desta vez ela pensou que “eles fossem matar alguém, eles estavam tocando o terror mesmo”.

“É triste saber que a orla é um lugar publico, mas por sermos da periferia não podemos usar. A cada abordagem eu sinto o quanto a elite não nos quer ali”, desabafou.

À imprensa, o comandante do Policiamento da Capital, coronel Claudivan Albuquerque, destacou que a ação tem o objetivo de inibir a ação de ‘delinquentes’ em trechos de orla para aumentar a sensação de segurança na população; porém o Grito na Luta pergunta: ‘que população?’.
Ainda de acordo com ele, foi adotado o critério – para as abordagens – pessoas que tenham tatuagens e que estejam trajando roupas de torcida organizadas – segundo ele – essas pessoas vão à orla para cometerem delitos.
Imagem destacada: Reprodução/Facebook
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3 comentários em “Polícia faz baculejo coletivo em pessoas com tatuagem e vestindo roupas de torcida organizadas na orla de Maceió: ‘a presença da periferia incomoda a elite’

  1. Ai te pergunto cadê as leis que dizem que racismo é crime ? Tatuagem , e muito menos a cor não define a pessoa que nos somos . Tem muitas pessoa , e principalmente que são filhinhos de papais que são cheios da grana , e são traficantes , e por que a policia não ver eles com esses mesmos olhos que estão vendo essas pessoas dessas imagens ? Como querem que o Brasil melhore se pessoas como essas , fazem dele uma bosta , começando com o racismo . Mais amor por favor e menos racismo .

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