Outra campanha pela mobilidade urbana discute outra forma de fazer política em Alagoas

Da Redação

Começou a corrida eleitoral onde serão escolhidos em outubro os próximos representantes do Estado Burguês em suas representações municipais, no executivo e legislativo.

Em Maceió, capital e o centro do Poder no Estado, oito nomes disputam a Prefeitura, entre eles os principais nomes das tradicionais famílias do Estado e conhecidos pela população.

Contra esse ‘velho’ e ‘tradicional’ modelo, uma nova forma de fazer política que não passa pelas eleições é o que vem sendo discutido pela “A Outra Campanha” que vem se mobilizando e realizando uma série de debates na capital e interior.

“A proposta política que fazemos não passa pelas eleições, pois estamos fartos de tantas promessas, mentiras e escândalos de corrupção envolvendo todos os setores da classe política. Além dos representantes das velhas oligarquias, tivemos que conviver com a traição dos que emanaram das lutas populares, mas se corromperam nas instituições dos governos”.

O trecho é parte de uma cartilha da AOC que – segundo Alexandre Lemos – esta em ajustes finais e será lançada em setembro.

A AOC é inspirado na iniciativa dos Zapatistas mexicanos e que “acreditarmos que a política que nos interessa é aquela que é feita com o povo organizado”, sem delegação de poderes a políticos e que a luta parte do povo oprimido contra os patrões e seus governos.

Roda de conversa

A Outra Campanha vem realizando rodadas de conversa nas cidades de Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia. O movimento também é organizado em outros Estados, a exemplo do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

Neste sábado, 20, a rodada de conversa ocorrerá na Casa da Resistência na cidade de Arapiraca com a exibição do documentário ‘Por uma vida sem catracas”. A sessão esta programada para as 15h.1

  Trecho da Cartilha – A Outra Campanha

Vivemos em um período conturbado no cenário político nacional, na “política oficial”, aquela que sempre serviu aos opressores. A proposta política que fazemos não passa pelas eleições, pois estamos fartos de tantas promessas, mentiras e escândalos de corrupção envolvendo todos os setores da classe política. Além dos representantes das velhas oligarquias, tivemos que conviver com a traição dos que emanaram das lutas populares, mas se corromperam nas instituições dos governos.

 Nas eleições, somos convocados a comparecer às urnas, como se votar nos candidatos e em seus partidos eleitoreiros resolvesse todas as demandas do povo. No entanto, estamos mais do que convencidos de que as nossas urgências não cabem em urnas. Propomos algo que é muito mais sério e não apenas a simples escolha de representantes. Queremos uma mudança de fato, o que só é possível com organização e luta popular. Por isso falamos de uma Outra Campanha.

 Também é parte fundamental deste nosso projeto a união, a solidariedade, a humildade, o compromisso coletivo, a organização e a luta conjunta. A proposta d’A Outra Campanha é inspirada na chamada “La Otra Campaña”, impulsionada pelos Zapatistas no México, em junho de 2005. Abraçamos essa proposta por estarmos de acordo com a postura política de independência e de protagonismo popular, além de acreditarmos na adesão a uma proposta latino-americana que se coloca realmente abaixo e à esquerda, caminhando no sentido da construção do Poder Popular.

  Com “A Outra Campanha”, queremos difundir a ideia de que nenhuma mudança que beneficiará os setores oprimidos de nossa sociedade passará pela disputa de cadeira no parlamento ou em qualquer governo. Não negamos a existência dos governos e eleições, mas nossa atuação frente a eles tem que ser na base da cobrança e da pressão. Nenhuma conciliação é possível.

A Outra Campanha é uma ideia, uma maneira de se construir a luta popular, sem colocar esperanças nos espaços de governos ou conciliações com patrões. Não é um fim em si, ou uma organização social. Queremos difundir a proposta de organizar a luta por princípios como ação direta, sem intermédios de outras pessoas, pela união dos oprimidos e com a construção do Poder Popular. Buscamos reconhecer em outras pessoas, que comungam da mesma ideia e prática, parceiros em potencial para nos articularmos em solidariedade nas diversas trincheiras do povo oprimido.

– Outra campanha para convocar a luta e a organização popular, não para pedir votos, é o trabalho que nos mobiliza a fazer política. Porque a política não é assunto só para especialistas ou representantes.

– Outra campanha para lutar por um programa de emergência, que atenda as necessidades do povo e enfrente os problemas sociais mais graves da cidade. Para recuperar a dignidade do que sofre na vida o preço da promessa não cumprida, pois somente a ação direta dos de baixo contra os que oprimem é capaz de fazer justiça.

– Outra campanha para construir um povo forte, para organizar os desorganizados, para unir os movimentos sociais que lutam, para fazer política com as próprias mãos com independência do governo, do partido e do patrão, pela decisão das assembleias e da luta popular em unidade.

– Outra campanha para dar voz a quem não é deixado falar, para construir participação popular onde o poder faz exclusão; para criar capacidade política pelos lugares de trabalho, estudo, moradia, pela cultura e os meios de comunicação comunitários.

– Outra campanha para construir poder popular, para acumular forças com democracia de base e tomar de volta a política dos corruptos, das oligarquias e dos grupos dominantes do poder.

Imagem destacada: A Outra Campanha/Facebook

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