Artistas deixam governo desconfortável e tecem criticas a editais ‘seletivo’ e de baixa premiação

A classe artística de Alagoas vem de uma série de ações contra a atual gestão da Secult.

Jean Albuquerque

A política cultural do governador Renan Filho (PMDB) não tem atendido  a demanda, muito menos os anseios da classe cultural artísticas de Alagoas e a atual gestão da Secretaria de Estado da Cultura (SECULT/AL), tem sofrido fortes críticas  da classe artística e grupos culturais.

A principal reclamação dos artistas é de que o Estado insisti em publicar editais feitos sem a consulta de agentes culturais, de baixo orçamento e o direcionamento da premiação voltada para os “notáveis”, excluindo vários seguimentos culturais e reduzindo o fomento de iniciativas e projetos criativos.

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Diogo Silvestre. Crédito: Reprodução

Lançado no Diário Oficial no último dia 28 de julho – com previsão de lançamento do resultado para 03 de setembro -, o edital Prêmio Diogo Silvestre e Incentivo à Cultura em Alagoas (FICA) é um desses, ou melhor, foi um dos últimos. O edital propõe a contemplar seis seguimentos artísticos: dança, cultura popular, folclore, fotografia, música e audiovisual.

O edital faz uma homenagem ao querido percussionista e músico alagoano Diogo Silvestre Melquíades, que nos deixou num acidente em 19 de outubro de 2015 em um dos trechos da BR-316, no bairro Santos Dumont, parte alta da capital alagoana.

A premiação

A premiação vem sendo alvo de duras críticas proferidas pela classe artística. Isso porque, seis melhores propostas de espetáculo musicais com um total de R$125 mil; seis melhores propostas de espetáculo com um total de R$120 mil; dez melhores projetos fotográficos com um total de R$40 mil. “Não dar nem motivação para escrever o projeto. O que se fazer com esse dinheiro? Achei desrespeitoso para com os grupos e artistas alagoano”, desabafou, em sua rede social, a professora de capoeira e membro do Cepa Quilombo, Sirlene Gomes.

Os editais é encarado para muitos, como o artista e morador da periferia, Boby CH, como uma ajuda para conseguir se manter os trabalhos dentro da cultura, além de dar visibilidade nos circuitos, mas – segundo ele – as dificuldades e burocracias que os artistas da periferia enfrentam são muitas.

“Para um artista independente que não tem produtora, com CNPJ, conta jurídica entre outras burocracias que nos faz chegar até os ‘editais’, se torna uma dificuldade enorme, falo por mim pois passo por varias dificuldades”, desabafou.

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Boby CH. Crédito: Reprodução

Para o artista deveria existir formas de ter acessos a política cultural menos complicadas para todos os grupos e artistas, principalmente da periferia. “Acredito que o cenário na cidade e visibilidade de ambos dentro da cultura poderia ser diferente, mas quando se trata de Alagoas vivemos uma era retrógrada”, argumenta.

O Grito na Luta conversou ainda com o artista, produtor e agitador cultural, membro do coletivo Popfuzz, Nando Magalhães, sobre as políticas culturais e os editais no Estado. O material será publicado neste domingo (14).

Imagem destacada: Railton Da Silva

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