Sinteal continua na mobilização por direitos trabalhistas

Jean Albuquerque

Os trabalhadores da rede pública estadual de educação ainda continuam na luta por reajuste salarial de 13,01 % e reformulação dos Planos de Cargo e Carreira e outras reivindicações. A categoria esta em jornada de mobilização desde 16 de julho, mesmo a Justiça decretando ilegalidade da mobilização.

Para a presidente do Sinteal, Consuelo Correia, “não é novidade os gestores quererem criminalizar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, como acontece novamente agora. A verdade é que, infelizmente, os personagens mudam, mas as práticas repressivas continuam as mesmas”, argumenta.

Os dirigentes do sindicato da categoria se reuniram nesta quinta-feira (04) com a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).

Acabou na última quarta-feira (3), em assembleia geral a suspensão das atividades – que durou por cinco dias – dos professores da rede estadual de ensino, mas continua o ‘estado de greve’ até que avancem as negociações com o Governo Renan Filho (PMDB), em relação ao reajuste salarial da data base e outras reivindicações.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sinteal, na assembleia foi tomada a decisão de não começar uma greve agora, mas manter o ‘estado de greve’; continuar com as mobilizações e fazer o debate nas escolas até de fato deflagar a greve.

Desde o ano passado a categoria segue lutando com várias rodadas de conversas e o Governo não apresentou ainda nenhuma proposta que seja favorável aos trabalhadores.

“Precisamos, através do Sinteal, buscar um diálogo aberto e direto com as direções das escolas para mostrar que a postura de atendimento à pressão do governo e da Seduc traz grandes prejuízos à categoria. É inadmissível receber denúncias de que professores estão assumindo funções de funcionários, e, ao invés de vir para a luta, paralisando suas atividades, estão limpando escolas e dando aulas”, defende a presidente do Sinteal.

A sindicalista ainda diz que a “revolução” na educação proposta pelo governador Renan Filho (PMDB), enquanto era candidato não passou de promessa de palanque.

Novas mobilizações

O governo sugeriu uma nova data para que possa haver um melhor diálogo com os trabalhadores, hoje (5), mas a categoria vê a iniciativa sem perspectiva de avanço concreto em relação ao reajuste. No mesmo dia também será realizada uma reunião entre a direção do AL previdência com a CUT/AL e sindicatos no Estado para esclarecimento sobre as OS´s, OSCIP´s e PPP´s.

O Sinteal segue com as mobilizações e já está marcada uma nova assembleia com a categoria no dia 10 de agosto, às 9h, na sede do Sindicato, no bairro Mutange. Outras mobilizações acontecem em defesa da educação e direitos trabalhistas, mobilizações em escolas, além dos trabalhadores da educação participarem em Alagoas, da mobilização do Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantias de Direitos, no dia 16 de agosto.

Imagem destacada: Assessoria Sinteal

 

 

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