Servidores iniciam paralisação por cinco dias; Seduc ameaça cortar ponto

Hoje pela manhã categoria está protestando em frente à Secretaria de Educação no cepa, bairro Farol

Jean Albuquerque

A rede estadual de Educação inicia nesta quinta-feira (28) a suspensão das atividades até o próximo dia 03 de agosto  – com forte indicativo de greve. Em retaliação, a secretaria Estadual da Educação (SEDUC), ameaça cortar o ponto dos servidores da rede pública caso a paralisação tenha baixa adesão.

A categoria revindica a data base e asseguram que o Governo Renan Filho (PMDB) arrasta as negociações dos servidores ativos e inativos desde fevereiro do ano passado.  

De acordo com Consuelo Correria, presidente do sindicato da categoria – Sinteal -, os servidores chegaram ao limite e que já não aguentam mais esperar.

A categoria iniciou a jornada de mobilização nesta quarta-feira (27) com uma assembleia geral e ato público unificado com a presença dos servidores, civis e militares na porta da Secretaria de Estado da Fazenda e um debate de conjuntura na escola Rosalva Viana.

Nesta quarta, a mobilização acontece no CEPA com panfletagem na porta da Seduc e a categoria organiza um ato público no centro de Maceió para esta sexta-feira (29).

Crédito: Helenice Balbino
Crédito: Helenice Balbino

Ameaças

Em seu site (Repórter Alagoas), o jornalista Odilon Rios, destaca que a Seduc ameaça cortar os pontos dos servidores, caso a mobilização tenha baixa adesão.

Ainda de acordo com ele, os diretores das escolas estão orientando os alunos a comparecerem às aulas, apesar de muitos professores avisarem que não estarão presentes.

De acordo com a assessoria de comunicação do Sinteal, as ameaças dos gestores é uma tentativa covarde de impedir a classe trabalhadora de fazer a luta em defesa dos seus direitos e da educação pública de qualidade.

“Ao invés de estar perseguindo os servidores, o Governo deveria dialogar, e avançar na pauta. Não vamos recuar, a luta é legítima”, defende.

O Grito na Luta tentou contato com a assessoria da Seduc, mas não obteve êxito.

Resposta do Governo

Em conversa à imprensa nesta manhã, o governador Renan Filho (PMDB), fez uma leitura da situação do país  que “esta em crise e alguns estados não estão pagando os funcionários em dia”.

“Não pagam o piso do professor, porque a arrecadação não cresce, o piso cresce 12%, mas Alagoas paga o piso e em dia”.

Ele ainda destacou que o reajuste traria uma dificuldade para os cofres públicos. “Isso traria dificuldade para o Estado, quando não paga a folha deixa de fazer investimento, quando não se paga o salário”.

Imagem em destaque: Assessoria de Comunicação/SINTEAL

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